Espertirina Vai Falar – Quem foram os Yippies ?

Os chamados Yippies e seu Partido Internacional da Juventude, foram um orientação radical dos jovens da contracultural revolucionária. Era uma ramificação libertária dos movimentos anti-guerra da década de 1960. O movimento foi fundado em 31 de dezembro de 1967 na cidade de Nova York. São descritos como altamente teatrais, anti-autoritários e anarquistas. Por isso se organizavam em estruturas horizontais onde não existiam líderes.

Sua ideologia era uma mistura entre o socialismo libertário ou coletivista, o anarco-comunismo, o anarquismo verde e é claro o movimento do paz e amor e do amor gratuito.

Abbie Hoffman, Anita Hoffman, Jerry Rubin, Nancy Kurshan, e Paul Krassner fundaram os Yippies. Porém houve 3 gerações do movimento, passando por ele jornalistas, hackers e ativistas de todas as espécies. De acordo com seu próprio relato, Krassner cunhou o nome. Ele disse “Se a imprensa tinha criado o ‘Rippie’, não poderíamos nos cinco criar os ‘yippie ‘? “.
Precisávamos de um nome para significar a radicalização dos Rippies, e eu vim com Yippie como um rótulo para um fenômeno que já existia, uma coligação orgânica da psicodélia Rippies e ativismo político. No processo de fertilização cruzada em manifestações contra a guerra, nós tínhamos vindo a partilhar a consciência de que havia uma ligação linear entre colocar as crianças na prisão por fumar maconha neste país e queimá-las até a morte com napalm do outro lado do planeta.
Anita Hoffman gostava da palavra, mas sentia que o povo precisava de um nome mais formal para levar o movimento a sério. Naquela mesma noite, ela veio com Partido Internacional da Juventude, ou em inglês Youth International Party, siglas Y I P portanto seus membro eram Y I P pies que fazia um bom jogo de palavras.

Uma bandeira Yippie foi frequentemente visto em manifestações anti-guerra. A bandeira tinha um fundo preto com uma estrela de cinco pontas vermelha no centro, e uma folha verde de maconha sobrepondo ela. Quando perguntaram sobre a bandeira Yippie, um ativista anônimo identificado apenas como “Jung” disse ao New York Times que “O preto é para a anarquia. A estrela vermelha é para o nosso programa de cinco pontos. E a folha é de marijuana, que é para ficar ecologico e pela sua descriminalização. ”

O conceito Yippie do “New Nation” era um chamado para a criação de alternativas, instituições contraculturais como: cooperativas de alimentos, jornais independentes, clínicas gratuitas, etc. Os Yippies acreditavam que essas instituições cooperativas e uma cultura Rippie radicalizada se espalharia pelo mundo até que superaria o atual sistema.
“Somos um povo. Somos uma nova nação”, dizia o movimento em uma declaração. “Queremos que todos controlem a sua própria vida e que cuidem uns dos outros. Não podemos tolerar atitudes, instituições e máquinas cuja finalidade seja a destruição da vida e a acumulação de lucros.”

O objetivo era descentralizar, coletivizar e anárquizar a nação enraizando na contracultura Rippie um movimento sem fronteiras e cosmopolita. Sabiam que não iriam derrotar a Amerika através da organização de um partido político e democracia burguesa. Eles queriam fazer isso através da construção de uma nova nação, de um novo poder. Para eles esse poder deveria ser tão robusto como a folha de maconha. O YIP teve capítulos em todos os EUA e em outros países.

Yippies eram famosos por seu senso de humor. Muitas ações diretas eram muitas vezes satíricas e elaboravam brincadeiras. Invadir um show da banda The Who no woodstock, teatro político com pautas feministas, tentar levitar o pentagono, jogar tortas em figuras públicas e também lançar a candidatura de um porco chamado Pigasus imortal para presidente em 1968 eram algumas da zombarias ao capitalismo.

Fora isso várias são as histórias de protestos de rua e de confronto com policiais. Como no último dia da conferência Madison, 4 de abril de 1971, centenas de policiais dispersaram um bloco do partido que protestava, resultando em um confronto de rua entre Yippies e policiais.

Em 24 de setembro de 1969 houve o julgamento conhecido como “Chicago Seven” ou Os Sete de Chicago. No qual Lee Weiner, Jerry Rubin e Abbie Hoffman, do Partido Internacional da Juventude, foram acusados de conspiração para incitar um distúrbio na Convenção do Partido Democrata, em 1968. Além de formação de quadrilha. Junto a outros como David Dellinger, do Comitê Nacional de Mobilização pelo Fim da Guerra no Vietnã, MOBE; Rennie Davis e Tom Hayden, do MOBE e Estudantes por uma Sociedade Democrática, SDS e também o pantera negra Bobby Seale que acusando o juiz de racismo pediu para ter seu julgamento separado, mas antes disso teve que ser algemado e amordasado no banco dos réus antes de finalmente ter separado seu processo e ser condenado a 48 meses de prisão. Com o encorajamento do advogado de defesa William Kunstler, os acusados fizeram o que puderam para interromper e tumultuar o julgamento com atos tais, como ler poemas e cantar Hare Krishna. Pelo menos 2 anos de prisão foi dado a cada um deles, porém em 1970, as sentenças e as acusações de desacato contra os “Chicago Seven” foram canceladas após um recurso de apelação.

Os Yippies teriam continuado como um pequeno movimento no início da década de 2000, mas sem expresividade. Abbie Hoffman cometeu suicídio em 1989 com álcool e cerca de 150 pílulas de um anticonvulsivo, enquanto Jerry Rubin tornou-se um corretor da bolsa, e em 1994 foi fatalmente ferido por um carro enquanto atravessava uma rua.

Então é isso. A anarquia tem sua história e de diversas maneiras, mesmo que alguns insistam não nos querer contar, todas são válidas e nenhuma é absoluta.
Beijos, muita tesão e autogestão!

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