Espertirina canta Raul – Não Vote! Lutar, Criar, Poder Popular!

Lá vou eu de novo
Um tanto assustado
Com Ali-Baba
E os quarenta ladrões
Já não querem nada
Com a pátria amada
E cada dia mais
Enchendo os meus botões…

Lá vou eu de novo
Brasileiro, brasileiro nato
Se eu não morro eu mato
Essa desnutrição
Minha teimosia
Braba de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão…

Fecha a porta! Abre a porta!
Abre-te Sésamo
Fecha a Porta! Abre a porta!
Eu disse:
Abre-te Sésamo…

Isso aí!
E vamos nós de novo
Vamo na gangorra
No meio da zorra desse
Desse vai-e-vem
É tudo mentira
Quem vai nessa pira
Atrás do tesouro
De Ali-bem-bem…

É que lá vou eu de novo
Brasileiro nato
Se eu não morro eu mato
Essa desnutrição
A minha teimosia
Braba de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão…

Fecha a Porta! Abre a porta!
Abre-te Sésamo
Fecha a Porta! Abre a porta!
Abre-te Sésamo
Fecha a Porta! Abre a porta!
Eu disse:
Abre-te Sésamo
Hêêêêi!
Abre a porta!
Eu disse:
Abre-te Sésamo…

Lindo…. minha voz perfeita….. Arrazei….. agora tchau….

Viva Raul e não vote!….. Lutar, criar, poder popular!

[Memória] Chamada para a marcha Antifa 2016

Uma onda de intolerância vem ganhando força nos últimos anos.
A disputa cega de partidos pelo poder reflete o que existe de pior em extremos da sociedade: o fascismo do capitalismo.

Mas que porra é esse fascismo? Da onde que isso existe sua louca?  Você pode me perguntar.

O fascismo tá, quando o povo pobre é atacado, os trabalhadores e trabalhadoras, os estudantes, as mulheres, os lutadores e lutadoras do nosso dia-a-dia em todas as esferas como agora. Os Movimentos sociais estão sofrendo ataques, sedes sindicais, organizações populares, centros estudantis.
Isso é o traço claro do fascismo seu louco.
E a meta deles é destruir a mobilização popular e promover a intolerância.
Querem nos fazer engolir a bosta da sua moral e bons costumes.

O fascismo não está restrito no âmbito político, com leis conservadoras e que prejudicam as liberdades.
Esses ataques se propagam nas ruas, diariamente, violentamente. E eles têm aval do Estado conservador, através de um sistema que só julga e criminaliza o nosso povo.
Propagam ódio contra imigrantes, contra homossexuais, contra os negros, contra nordestinos, contra movimentos de esquerda com ou sem partido político.

O fascismo tá na mídia burguesa, que tenta manipular o povo, criminalizando os movimentos, tentando fingir uma imparcialidade.

Por isso precisamos nos organizar e nos mobilizar galera!
Precisamos unir todos e todas que já estão se articulando diariamente e somar com quem ainda não entendeu a importância de identificar o mal que é o fascismo.

Só com uma mobilização em unidade poderemos organizar frentes populares horizontais, autônomas, anti-capitalistas e anti- hierárquicas, que visam a conquista de um mundo melhor.
O momento requer uma frente única antifascista que demonstre força e organização.
Assim como os antifascistas se uniram no passado para derrotar o integralismo, um fascismo disfarçado, chegou o momento de voltarmos pras ruas em peso. Nossa luta não tem fronteiras.

Não queremos promover a violência, mas sim marcar a nossa posição firme contra qualquer ataque às liberdades.
Vou recitar um poema, se liga.
Sem dirigentes, sem líderes, sem partido, nem rascistas, nem patriarcado, nem pátria ou patrão!
Contra toda forma de opressão!
Seja o estado de direita ou de esquerda, todo estado é fascista!
e Fascistas não passarão!

Só lembrando……
Não há espaço para oportunistas e nem para palanque partidário.
A marcha não é desfile partidário nesse ano eleitoral.
Substituam as bandeiras de seus partidos, pelas as das ideologias que os formam.
Recomendo bom senso e coerência aos militantes de partidos de esquerda ou a coxinhas enrustidos.
Dia 30 será gigante!
Será nacional!
Esperamos a contribuição de vocês para isto!
A marcha é organizada de maneira horizontal e popular
Contra Toda Forma De Fascismo, De Direita e Da dita esquerda!
Essa democracia dentro da instituição burguesa não nos representa!
Nunca saímos das ruas, contra os ataques dos governos entreguistas e contra os golpistas da burguesia.
Nos de baixo sempre estivemos no front, dando o sangue pela libertação do nosso povo e não vai ser agora que isso mudará.
Nossas Lutas Não Cabem Nas Urnas!
Criar um Poder Popular!
Estarei nas ruas sábado, linda e maravilhosa!
Até lá!
Muita tesão e autogestão!

A palavra anarquia – Errico Malatesta – Anarquismo não é bagunça!

Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente “sem governo”, isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída. Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra “anarquia” foi usada universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade. Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica.

A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social. O homem, como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite, através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão. Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia muscular de seus membros. Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las inimigo. Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem.

Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra “república” (governo de muitos) era usada exatamente como “anarquia”, implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra “anarquia”, justamente por significar “sem governo” será o mesmo que dizer “ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total”. Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram mal o nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem do que foi dito antes e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas ideias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou do “Estado”.

– Errico Malatesta 1907.