Audiobook – História das ideias e dos movimentos anarquistas – Vol. 1

Playslist:

História das ideias e dos movimentos anarquistas – Vol. 1 – Introdução e prólogo – Part 1
19:00

História das Ideias e dos Movimentos Anarquistas – Vol.1 – Introdução e Prólogo – Part 2
39:48

Historia das Ideias e dos movimentos anarquistas – Cap.01 – A árvore Genealógica – Parte 1
30:22

Historia das Ideias e dos movimentos anarquistas – Cap.01 – A árvore Genealógica – Parte 2
26:18

Audiobook – Historia das ideias e dos movimentos anarquistas – Cap. 2 – Part 1
28:02

Audiobook – Historia das ideias e dos movimentos anarquistas – Cap. 2 – Part 2
49:15

Audiobook – Historia das ideias e dos movimentos anarquistas – Cap. 2 – Part 3
11:48

Audiobook – Historia das ideias e dos movimentos anarquistas – Cap. 3 – Inteiro
33:55

Para baixar o livro em pdf e leitor online:

historia-das-ideias-e-movimentos-anarquistas-vol-1-woodcock

Espertirina Baderneira FAQ #01 – Libertação Animal

Deixe-me você também uma pergunta, que eu estarei respondendo no próximo FAQ!

Essa primeira rodada de perguntas quem mandou foi o canal Animadruga, confiram lá o canal do companheiro.

1- Se nós podemos viver vidas felizes, saudáveis e completas, sem comer os animais, então por que comer animais?

Cultura capitalista enraizada! Assim como não vamos acabar por completo com o machismo, o racismo e a homofobia de uma hora pra outra; A opressão humana aos animais também não acabará. Gerações e gerações nasceram aprendendo que deviam comer carne, porque até um determinado momento era tática de sobrevivência. Porém, defendendo o principio anarquista da coerência entre meios e os fins, assim como não vamos destruir o patriarcado por meios machistas, conseguir o fim do estado por meio do estado, não conseguiremos a libertação animal comendo carne! Comecemos de já o mundo que queremos amanhã!

2- Por que as pessoas pensam que os animais não devem ter direito?

O ocidente é narcisista, seus deuses não são parecidos com o coletivo, a natureza, com cabeça de elefante ou energia da terra; eles são parecidos com o próprio homem e até por vezes vinham na terra se misturar entre nós. O homem nesse sentido era especial, criado imagem e semelhança ao pai todo-poderoso e incumbido de nomear e dominar os outros animais.

Pra quem viu meu vídeo sobre a dúvida, percebeu que a vida significa mudança, e que as coisas são mais efêmeras, mais relativas, pois comparados ao universo somos um grãozinho de poeira. Não somos tão especiais assim como nosso ego quer que sejamos.
Não somos donos desse mundo, compartilhamos ele, e por isso esse mundo é propriedade comum de todos os seres vivos. Todos esses seres devem ter direitos sobre seu mundo.

3- Que característica um ser deve possuir para ser merecedor de direito no seu entendimento?

Uma sociedade anarquista é contra todo tipo de opressão! Toda vida e toda não vida merece seu equilíbrio. Dialeticamente o transformador e o transformado formam uma via de mão dupla, assim é dever ético viver uma vida se desconstruindo da melhor forma, na tentativa de vive-la sem opressões. Sabemos que é um longo caminho, mas já estamos trilhando-o.

Deixo aqui a indicação de leitura da “Carta ao mundo livre“;

4- Que critérios essa sociedade estabeleceu para escolher os animais que amam e os animais que vão comer?

Os animais fofos, que construíram uma representação ao lado dos seres humanos como animais domésticos, possuem laços afetivos mais próximos no imaginário da sociedade, o que provoca solidariedade e compaixão.

Outros animais foram desentimentalizados para extrair suas carnes como se extrai uma maçã da árvore.

5- Respeitar os animais deve ser algo moralmente opcional ou moralmente obrigatório? Você imporia o respeito aos animais ou permitiria o abuso de animais?

Somos contra qualquer tipo de moral, pois toda moral é imposta de cima pra baixo. Construímos juntos uma ética de baixo para cima, portanto seria “eticamente opcional”. Não podemos obrigar as pessoas a serem veganas, nem na sociedade atual, nem num sociedade anarquista.

Não podemos impor o respeito aos animais e nem permitir o abuso deles, temos que pensar para além dessa duas alternativas. Destruir as bases dessa sociedade doentia que geram estruturalmente e culturalmente as opressões aos animais e construir as bases de uma nova sociedade, que terá o respeito aos animais como consenso é o primeiro caminho.

6- Você teria coragem de levar seu filho para visitar o abatedouro de sua cidade ou preferiria o manter na ignorância?

Teria coragem de leva-la (o) dependendo da idade e se ela (e) manifestasse interesse. A ignorância nunca é uma benção!

7- Uma pessoa que faz sexo com um animal sem o consentimento do animal deveria ser presa?

Não se pode falar em consentimento vindo de um animal, assim como não se pode falar de consentimento vindo de uma criança. Isso é opressão e isso é estupro! Ninguém é livre pra oprimir ninguém, não defendemos essa liberdade individual, pois como seres coletivos, só há liberdade quando coletiva.

Essa pessoa requer cuidados médicos, na tentativa de reinseri-la na sociedade. Como anarquistas somos contra as prisões na sociedade atual e algumas medidas devem ser tiradas em coletivo numa sociedade revolucionaria.

8- Uma pessoa que come um animal sem o consentimento do animal deveria ser presa?

Acho que não. Não há consentimento de uma opressão. Toda opressão é domínio, portanto não há um:”tá bom, pode me comer.” k k k

Porém se o coletivo tivesse decidido em discussão de base num federalismo libertário que não poderia e o individuo comesse assim mesmo seria decidido também em coletivo alguma solução.
Deixo aqui a sugestão de leitura do livro “As prisões” de Kropotkin.

9- A partir de que momento um gosto é passível de ser criticado?

Todo gosto é passível de ser criticado, nada é ortodoxo, nada é absoluto como pregam as doutrinas.

10- Culturas tradicionais como touradas, rinhas, circos com animais, farra do boi, vaquejadas, rodeios, foie gras (figado de ganso), andam sendo proibidas por lei em vários países. Impor o fim de tais praticas é um avanço ou regresso?

Como na descriminalização da maconha, acreditamos no auto-cultivo, na auto organização dos espaços e somos contra a centralização da luta, por meio do campo legalista, tributário, ou seja, por meio do estado. Portanto arrancar conquista de baixo pra cima, por meio da luta, são avanços, mas temos que sempre ter a perspectiva revolucionaria em mente para não cairmos no reformismo quando sabemos que o problema é profundo.

Espertirina canta Raul – Não Vote! Lutar, Criar, Poder Popular!

Lá vou eu de novo
Um tanto assustado
Com Ali-Baba
E os quarenta ladrões
Já não querem nada
Com a pátria amada
E cada dia mais
Enchendo os meus botões…

Lá vou eu de novo
Brasileiro, brasileiro nato
Se eu não morro eu mato
Essa desnutrição
Minha teimosia
Braba de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão…

Fecha a porta! Abre a porta!
Abre-te Sésamo
Fecha a Porta! Abre a porta!
Eu disse:
Abre-te Sésamo…

Isso aí!
E vamos nós de novo
Vamo na gangorra
No meio da zorra desse
Desse vai-e-vem
É tudo mentira
Quem vai nessa pira
Atrás do tesouro
De Ali-bem-bem…

É que lá vou eu de novo
Brasileiro nato
Se eu não morro eu mato
Essa desnutrição
A minha teimosia
Braba de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão…

Fecha a Porta! Abre a porta!
Abre-te Sésamo
Fecha a Porta! Abre a porta!
Abre-te Sésamo
Fecha a Porta! Abre a porta!
Eu disse:
Abre-te Sésamo
Hêêêêi!
Abre a porta!
Eu disse:
Abre-te Sésamo…

Lindo…. minha voz perfeita….. Arrazei….. agora tchau….

Viva Raul e não vote!….. Lutar, criar, poder popular!

[Memória] Chamada para a marcha Antifa 2016

Uma onda de intolerância vem ganhando força nos últimos anos.
A disputa cega de partidos pelo poder reflete o que existe de pior em extremos da sociedade: o fascismo do capitalismo.

Mas que porra é esse fascismo? Da onde que isso existe sua louca?  Você pode me perguntar.

O fascismo tá, quando o povo pobre é atacado, os trabalhadores e trabalhadoras, os estudantes, as mulheres, os lutadores e lutadoras do nosso dia-a-dia em todas as esferas como agora. Os Movimentos sociais estão sofrendo ataques, sedes sindicais, organizações populares, centros estudantis.
Isso é o traço claro do fascismo seu louco.
E a meta deles é destruir a mobilização popular e promover a intolerância.
Querem nos fazer engolir a bosta da sua moral e bons costumes.

O fascismo não está restrito no âmbito político, com leis conservadoras e que prejudicam as liberdades.
Esses ataques se propagam nas ruas, diariamente, violentamente. E eles têm aval do Estado conservador, através de um sistema que só julga e criminaliza o nosso povo.
Propagam ódio contra imigrantes, contra homossexuais, contra os negros, contra nordestinos, contra movimentos de esquerda com ou sem partido político.

O fascismo tá na mídia burguesa, que tenta manipular o povo, criminalizando os movimentos, tentando fingir uma imparcialidade.

Por isso precisamos nos organizar e nos mobilizar galera!
Precisamos unir todos e todas que já estão se articulando diariamente e somar com quem ainda não entendeu a importância de identificar o mal que é o fascismo.

Só com uma mobilização em unidade poderemos organizar frentes populares horizontais, autônomas, anti-capitalistas e anti- hierárquicas, que visam a conquista de um mundo melhor.
O momento requer uma frente única antifascista que demonstre força e organização.
Assim como os antifascistas se uniram no passado para derrotar o integralismo, um fascismo disfarçado, chegou o momento de voltarmos pras ruas em peso. Nossa luta não tem fronteiras.

Não queremos promover a violência, mas sim marcar a nossa posição firme contra qualquer ataque às liberdades.
Vou recitar um poema, se liga.
Sem dirigentes, sem líderes, sem partido, nem rascistas, nem patriarcado, nem pátria ou patrão!
Contra toda forma de opressão!
Seja o estado de direita ou de esquerda, todo estado é fascista!
e Fascistas não passarão!

Só lembrando……
Não há espaço para oportunistas e nem para palanque partidário.
A marcha não é desfile partidário nesse ano eleitoral.
Substituam as bandeiras de seus partidos, pelas as das ideologias que os formam.
Recomendo bom senso e coerência aos militantes de partidos de esquerda ou a coxinhas enrustidos.
Dia 30 será gigante!
Será nacional!
Esperamos a contribuição de vocês para isto!
A marcha é organizada de maneira horizontal e popular
Contra Toda Forma De Fascismo, De Direita e Da dita esquerda!
Essa democracia dentro da instituição burguesa não nos representa!
Nunca saímos das ruas, contra os ataques dos governos entreguistas e contra os golpistas da burguesia.
Nos de baixo sempre estivemos no front, dando o sangue pela libertação do nosso povo e não vai ser agora que isso mudará.
Nossas Lutas Não Cabem Nas Urnas!
Criar um Poder Popular!
Estarei nas ruas sábado, linda e maravilhosa!
Até lá!
Muita tesão e autogestão!

A palavra anarquia – Errico Malatesta – Anarquismo não é bagunça!

Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente “sem governo”, isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída. Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra “anarquia” foi usada universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade. Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica.

A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social. O homem, como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite, através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão. Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia muscular de seus membros. Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las inimigo. Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem.

Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra “república” (governo de muitos) era usada exatamente como “anarquia”, implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra “anarquia”, justamente por significar “sem governo” será o mesmo que dizer “ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total”. Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram mal o nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem do que foi dito antes e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas ideias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou do “Estado”.

– Errico Malatesta 1907.

Minha história (Espertirina Martins) – Descubra o que foi o buquê de Espertirina!

Eaí seus anarquistazinhos……..filhos do capiroto e baderneiros……..
Hoje vou contar a minha história pra que eu possa me apresentar plenamente……..
e também vou contar aquele babado sobre a história do meu buquê explosivo como prometi ……..
Então finge que não me conhece beleza? ……..vamos começar……..
Oi meu nome é Espertirina Martins…..nasci em Lajeado, Rio Grande do Sul em 1902……
sou a mais nova das irmãs Martins, Eulina, Dulcina e Virgínia……
militante anarquista e Feminista…… Atuei em Porto Alegre, Rio Grande, São Paulo e Campos…….
Fui aluna da Escola Moderna de Malvina Tavares….. Onde também estudou meu futuro companheiro, Artur Fabião Carneiro.
Eu era das irmãs a mais intransigente do ponto de vista ideológico, segundo meu sobrinho Marat Martins.
Era de uma família de militantes anarquistas, incluindo meus pais.
Em 1925 fui morar com minha mana Eulina e seu companheiro Zenon de Almeida em Rio Grande onde participei de comícios, manifestações e passeatas.
estudei violino, adorava escrever e era uma oradora ardente, mosdétia a parte meu beim.
Com Zenon, imprimia os panfletos e jornais revolucionários e depois distribuia nas fabricas e bairros operários.
Com a mana Dulcina, que havia casado com Djalma Fettermann, fui morar no Rio…… morta de chique, na Ilha do Governador, Praia da Bandeira.
Mas depois me casei com Fabião e em seguida fui trabalhar numa empresa de publicidade em São Paulo.
Nesta cidade nos juntamos ao compa Edgar Leuenroth em atividades revolucionarias, até voltarmos para Porto Alegre.
Em 22 de dezembro de 1942 eu vim infelizmente a falecer, em virtude de complicações de um parto junto a uma apendicite.

A Batalha da Várzea

As condições de trabalho no início do século passado eram as piores possíveis.
As fábricas não tinham janelas…… os trabalhadores trabalhavam mais de 14 horas por dia, em 6 dias da semana e os salários eram miseráveis.
Aconteciam muitos acidentes de trabalho, mas não havia indenização.
Não existia o direito à aposentadoria……. Grande parte da força de trabalho era constituída por crianças de cinco ou menos anos de idade.
As crianças eram frequentemente espancadas por seus “patrões”…… Em 1920, metade dos trabalhadores das fábricas de tecidos do país eram mulheres e crianças.
Grande parte dos trabalhadores eram imigrantes vindos da Europa, em especial da Itália……..
O ano de 1917 foi tomado por grandes greves em todo o país…… A vida estava cara demais, a fome era grande mesmo entre os que trabalhavam.
Os operários, organizados em seus sindicatos, fizeram então uma pauta de reivindicações para lutar até conquistar seus direitos.
Nela, exigiam……..medidas para diminuição dos preços dos alimentos e artigos de primeira necessidade…. da água, aluguel e bondes.
Aumento dos salários…… jornada de 8 horas de trabalho e de 6 horas para mulheres…… e proibição do trabalho infantil.
Nesse ano a vida urbana foi completamente alterada.
Nesta luta toda, em Porto Alegre a brigada matou um operário…….. Os operários, em greve, organizam então o enterro do colega assassinado, que era também um protesto por sua morte.
Milhares de operários, homens, mulheres e crianças acompanharam o enterro em procissão pela Várzea, hoje avenida João Pessoa.
Na frente estava eu com apenas quinze anos…… carregando um buquê de flores com uma surpresinha.
Ao lado contrário da avenida, vinha a carga de cavalaria da Brigada Militar para reprimir a procissão dos operários.
Quando os dois grupos se encontraram, eu me aproximei dos brigadianos, que estavam prontos para atacar, e joguei a marimba monamour no meio dos brigadianos.
O buquê explodiu, matando metade da tropa e assustando os cavalos…….. Começou então uma verdadeira batalha campal, que graças ao preparo dos operários, nos saímos em vantagem.
Meses depois, em julho, estouraria a greve geral que ficaria conhecida como “A Guerra dos Braços Cruzados”, que pararia o brasil.
Participaram da greve pedreiros, padeiros, trapicheiros e estivadores, trabalhadores da Cia Força e Luz, operários das fábricas de tecidos, carroceiros, caixeiros, choferes, tipógrafos, entre outros.
Foi uma guerra do povo contra as elites para conquistar seus direitos.
Ocorriam piquetes, manifestações, apedrejamentos, barricadas, motins e ocupações de fábricas todos os dias.
Graças a toda a batalha, foram conquistadas as 8 horas de trabalho…… o fim do trabalho infantil…… a aposentadoria……
A licença-maternidade…… o direito à assistência médica e a indenização no caso de acidente de trabalho.

Fontes:
http://www.anarquista.net/espertirina-martins/
http://dancasdasideias.blogspot.com.br/2013/05/irmas-martins-beleza-rebelde-em-quatro.html

Espertirina Baderneira – Apresentação do Site

Eaí seus anarquistazinhos, filhos do capeta, maconheiros e vândalos.
Meu nome é Espertirina Martins, amiga da Inês Brasil, então segura essa marimba monamour.
Este é um post piloto para que eu possa me apresentar. Carrego a tradição libertária comigo.
Aos 15 anos joguei um buquê de dinamites em um bando de puliça kkk Depois conto mais pra vocês, sobre esse babado.
Filha de pais anarquistas, também sou cria do seio da classe oprimida. Morri em 1942, mas nós sabemos que, enquanto nós sentirmos as opressões na pele, haverá chama de revolta. Nossa tradição nunca morre.
Hoje vou falar sobre a ideia do meu canal, falaremos claro sobre a ideologia anarquista, suas vertentes, seus conceitos sobre opressão de gênero, raça e outras, videos rápidos pra propagandear, gerar debate e provocar reflexões.
Também teremos audiobooks  de livros libertários.
Então é isso compas, já deixa o like e se inscreva no canal!
Sei que vai gostar da minha voz, ela é sexy, muito melhor que a daquele macho do anonymous.
Sempre com bom humor nos veremos em breve.
Abraços, muita tesão e autogestão